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Um ciclo que se encerra, uma oportunidade de crescimento que se abre.

Balanços do ano são algo muito pouco original. Nesta altura chovem publicações, na comunicação social e nas redes sociais, sobre as graças e as desgraças do ano que agora termina. Ainda assim, continua a fazer sentido? Julgo que sim. Faz sentido refletir sobre os pontos altos dos últimos meses. O que ganhei e o que perdi? O que fiz e gostaria de ter feito diferente? O que fiz e quero que perdure no tempo? O que aprendi? Em que dimensões é visível o meu crescimento? Quais as pessoas, os acontecimentos pelos quais sou grato?

Por (d)efeito profissional sugiro centrar a reflexão no domínio da parentalidade. Proponho que a ponderação não se centre em critérios quantitativos (quanto tempo estive em família) mas em preceitos qualitativos (a qualidade de presença com que vivi os momentos que estive com os meus filhos).

Talvez valha a pena pausar e fazer um “scan” pelo ano que agora termina, sem julgamento e sem negação. Simplesmente observando o que aconteceu e o que pode ser diferente.

Sugiro que não gastemos as nossas energias querendo que seja de outro modo o que não podemos mudar, aceitando essas circunstâncias como elas são. Aconselho também que percamos tempo e forças com o que correu menos bem, na exata e exclusiva medida em que daí retiramos ensinamentos do que podemos melhorar e como o fazer.

Ao percecionar o que pode ser diferente, acionemos a nossa qualidade de equanimidade. Não negando o que realmente aconteceu, que representa uma oportunidade de aprendizagem e crescimento, mas que é apenas uma experiência circunscrita no espaço e no tempo, atribuindo-lhe a sua real dimensão e relevância. Nós não somos esta experiência, ela é apenas uma pequena parte das nossas vivências. Equanimidade é a qualidade de notar o que de menos positivo nos acontece, sem o negar mas também sem nos identificarmos com essa experiência, sem a assumir como sendo nós próprios.

Façamos, pois, uma retrospectiva equânime do ano que agora termina e assim, com lucidez e discernimento, tomemos decisões conscientes para a etapa que aí vem.

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