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Porquê de pijama

Missão Pijama tem como propósito “sensibilizar o país para o direito de uma criança crescer numa família, promover o acolhimento familiar de crianças e reduzir o número de crianças institucionalizada.”

Mas que diferença faz uma criança crescer num seio familiar ou num contexto institucional? Nas instituições, as crianças têm acesso aos cuidados de saúde, a uma alimentação cuidada e é garantido o ensino até ao final da escolaridade obrigatória.

Assim sendo, porquê tanto empenho para que todas crianças cresçam num lar com o seu agregado?

A construção da noção do self

A teoria da vinculação determina que a noção do self vai sendo construída ao longo da infância, alimentada pela relação satisfatória que a criança estabelece com os adultos de referência.

Entende-se por noção do self o que define a essência do ser humano, na sua individualidade e subjetividade. Trata-se, segundo Hartmann, da “imagem de si-mesmo” ou, como lhe chamam vários analistas, da representação de si. Este constructo é alicerçado no desempenho das figuras de vinculação e na perceção que a criança vai tendo ao longo da infância de ser valorizado e merecedor de afetos e cuidados.

Um ambiente institucional, por mais qualidade que tenha, dificilmente consegue garantir, de forma consistente e continuada, interações de disponibilidade e de qualidade, promotoras de relações marcadas pela sensibilidade, responsividade e acessibilidade que permitam à criança integrar uma auto-imagem de valorização e merecedora de afetos e cuidados.

Daqui se conclui que sim, é determinante para a sua autoestima e estabilidade futura, que a criança cresça no seio de um ambiente familiar que garanta as suas necessidades básicas.

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