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Do pouco se faz muito!

A reboque da iniciativa “Caixas há muitas”, vieram à escola um conjunto de caixas de cartão de diferentes formas, tamanhos e feitios, que já antes tiveram como função acomodar e transportar materiais diversos. Depois de contada a história “Caixa” foram colocadas à disposição das crianças da creche para utilização livre.

Aos brinquedos com estímulos fortes, estereotipados ou de plástico foram dados uns dias de folga. As prateleiras dos armários estão vazias. As caixas ganham espaço e compõem salas e recreio. Não há propostas concretas, simplesmente explorar. Cada criança utiliza uma ou mais caixas a seu bel-prazer, como gruta, construindo torres, como esconderijo, como chapéu, utilizando para trepar.

De forma natural e genuína, as crianças vão dando um novo sentido a cada uma das caixas, ao sabor da sua imaginação e comandadas pelos seus interesses.

Os adultos, atentos e disponíveis para ler os sinais das crianças, que, não verbalizando, tão naturalmente comunicam os seus interesses, ajudam a dar cor, forma e uma nova identidade às caixas de cartão, que com o trabalho das crianças, se transformam em torres, carros aviões e muito mais.

Assim se constroem novos brinquedos para as salas de 1/2 anos e 2/3 anos. Muito mais apelativos e significativos do que todos os outros.

Mas o projeto vai ainda mais longe. Depois de muito se divertirem, os grupos da creche oferecem às crianças do jardim-de-infância o carro, o comboio, os aviões e a torre que construíram. As novas construções ficam no recreio do pré-escolar e todos podem brincar e aproveitar estes brinquedos tão especiais.

A partir de uma proposta tão simples desenvolvemos nas crianças a imaginação e criatividade, a capacidade de resolução de problemas e a resiliência, a autoestima e a autoconfiança, o interesse e a curiosidade pelo mundo que as rodeia, a par de tantas outras competências.

Determinante em todo este processo é olhar a criança como um ser independente e com um enorme potencial, assim como ler os sinais que, cada um individualmente e o grupo como um todo, transmitem e integrar nas atividades as suas vontades e propostas.

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