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Outono, tempo de nos libertarmos de elementos da nossa vida que consomem energias

Chega o outono, vem o vento e o frio, os dias tornam-se mais curtos e caiem as folhas.

A redução da quantidade de sol e de calor compromete a realização da fotossíntese. As moléculas de clorofila capturam a energia da luz do sol, permitindo a fixação do dióxido de carbono e a libertação do oxigénio. Com menos luz e sol, os sais minerais necessários à síntese de clorofila deixam de chegar às folhas, no caso das árvores de folha caduca, que, assim, vão perdendo as moléculas responsáveis pela sua cor, deixando o tom verde que dá lugar aos laranjas e castanhos.

É nesta altura que as árvores se libertam das folhas que, estando secas, não produzem clorofila e consomem a sua energia, disponibilizando assim os recursos necessários para dar resposta às exigências do inverno. Ao deixar de alimentar as folhas, a árvore utiliza essa energia para o seu próprio aquecimento e nutrição.

Se a árvore não deixasse cair as folhas ficaria, durante todo o inverno, presa a inúmeros elementos improdutivos, comprometendo a produção do alimento indispensável à sua sobrevivência.

Nesta altura, o leitor estará a questionar-se qual a razão desta lição de botânica. Talvez tenhamos algo a aprender com o mundo da flora.

A planta liberta-se do que simplesmente consome energia, focando-se no que a alimenta, dá energia e ajuda a crescer.

Aquilo que aqui fica proposto é que, a exemplo da árvore, deixemos cair a folhas secas da nossa vida e que canalizemos os nossos recursos para o que nos nutre e alimenta.

Façamos nós também uma entrada no outono largando o que nos desgasta, consome demasiadas energias e desanima, dando espaço e energia às atividades e programas que promovem bem-estar e felicidade.

Esta é a altura de nos despirmos das folhas velhas e inúteis e iniciar um novo ciclo. Vale a pena ponderar quais das várias atividades, tarefas e funções que enchem o nosso dia-a-dia são realmente indispensáveis ou quais as que nos dão prazer e satisfação, assim como as que consomem as nossas energias e nos desgastam.

Façamos escolhas conscientes, decidindo o que é melhor para nós a cada momento, o que oxigena a nossa vida, lhe dá cor e alegria.

Este é um bom momento para selecionar com clareza e lucidez quais as folhas que queremos largar e as que vamos agarrar e com elas construir uma vida satisfatória e saudável.

Largue o socialmente correto. Deixe cair o que fica bem. Solte o que parece bem. Abandone o que é bem visto. Permita-se dizer não. Deixe claros os seus limites e o que é realmente importante para si. Permita-se ter tempo para si, para o que gosta, para o que o satisfaz. Dê-se ao direito de, em alguns momentos, ser a sua própria prioridade.

Para isso terá que, antes de mais, tornar claro para si o que o nutre, o que carrega as suas baterias.

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