fbpx

Pirâmide de William Glasser

William Glasser, psiquiatra americano, ajuda-nos, através da representação que faz no “cone da aprendizagem”, a compreender quais os caminhos mais eficazes para que o ser humano aprenda.

Pirâmide de William GlasserPirâmide de William GlasserAprender, não enquanto um processo de memorização, pouco compreendido e extremamente efémero, mas como um método de apropriação efetiva do conhecimento, da sua integração e respetiva mobilização em novas situações; com vista à resolução de problemas reais.

Diz-nos o autor, que aprendemos 70% do que discutimos com os outros, 80% do que fazemos e 95% do que ensinamos aos outros. Nos Miúdos e Companhia, debater, fazer e ensinar são verbos conjugados dia-sim, dia-sim.

 

Aprendizagem ativa

Mesmo que tenhamos apenas um ano, melhor do que ver os animais nos livros, é deslocarmo-nos ao espaço rural e contactar com eles diretamente, observando, fazendo festas ou dando de comer. Aos dois anos, aprendemos as características dos cavalos (onde vivem, o que comem, qual a sua cobertura…), visitando um picadeiro, mexendo nos animais, alimentando-os e escutando as explicações do técnico. Aos 3 anos, ficamos a saber o que temos que fazer em caso de tremor de terra, no quartel dos Bombeiros, vendo o material de socorro e ouvindo atentamente os esclarecimentos do bombeiro. Com 4/5 anos, a melhor maneira de conhecer o processo de apanha da batata é vive-lo ativamente, recolhendo as batatas do chão, depois do trator ter remexido a terra, e colocando-as nos cetos. No 1ºciclo aprendemos sobre as particularidades dos diferentes tipos de solos, recolhendo “in loco” uma amostra de cada espécie, sujeitando-a a um processo de observação e experimentação.

Mas a aprendizagem ativa não se faz só fora da escola. Podemos ficar a saber a composição do sistema solar, através da construção de uma maquete ou conhecer diferentes animais domésticos, recebendo-os na sala.

A realização de projetos, a partilha de conhecimentos e a troca de ideias que daí decorre, fazem parte do processo de construção de conhecimento, no qual a criança tem um papel ativo e central- propõe o tema a abordar (na creche e no jardim-de-infância), procura e trata a informação, regista os conteúdos, comunica-os aos colegas e esclarece as respetivas dúvidas.

Acreditamos que, tal como defende William Glasser, desta forma a qualidade do ensino é maior e as crianças ficam com recursos realmente uteis e capacitados para lidar com os desafios com que se vão deparar ao longo da vida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *